Como Conheci e vivi o evangelho
Como conheci e vivi o evangelho
Aos 36 anos, depois de ter nascido no meio católico, e ter me casado com uma espírita, em março de 1996, conheci os Crentes Protestantes, através de uma mulher que estava paquerando, pois na época estava separado e vivendo dissolutamente, e gostei muito, tudo era muito lindo, muita música, muitas pregações falando das coisas da bíblia, que nem conhecia, aliás nunca ouvira falar dela.
Pela primeira vez estava vendo as coisas de forma espiritual, recebi como incentivo para seguir com eles uma bíblia evangélica, que possuo até ao dia de hoje, e me dediquei a aprender tudo o que fosse possível sobre a palavra de Deus contida naquela Bíblia, neste ponto é onde tudo começou realmente a mudar a minha vida.
Pois na Bíblia tinha uma passagem que dizia, “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” eu então pensei que através daquela religião estaria liberto das minhas falhas, mas me enganara, e estudando comecei a perceber incoerências, lembro-me que a primeira coisa que não encontrei resposta válida foi quanto ao formato da terra, pois em gênesis, dizia que havia água acima e debaixo do firmamento, e que o sol e a lua só foram criados no quarto dia.
Mas como pode a terra girar em torno do sol, se ele só foi criado no quarto dia, afinal ela girava em torno de que? se conhecia a terra redonda girando a 1666 quilômetros por hora com um universo infinito, não batia com a Bíblia, um dos dois estava mentindo, daí em diante eu me dediquei a estudar, e passei a ser uma pessoa não grata pelos irmãos da igreja, pois eu questionava muitos pontos obscuros da Bíblia.
Mas no geral amava a vida evangélica, mesmo tendo conhecido tantas pessoas cínicas e falsas, que me causaram muitos danos e prejuízos financeiros, piores ainda que as pessoas do mundo, era como chamavam as pessoas que não pertenciam ao meio evangélico, mas tinha muita gente boa também, como em todo meio social, o que mais me incomodava eram os líderes, que faziam de conta que não havia erros colocados na Bíblia.
O interessante, era que a parte que falava de Deus, não era muito valorizada e sim a parte que falava de seu filho, isso me incomodava, pois o Criador havia deixado Mandamentos, Estatutos, Preceitos, Testemunhos e Leis, e dizia ser único e não dividia sua glória com ninguém, mas nos diziam que com a morte de seu filho, tudo isso teria de ser deixado de lado, pois uma nova lei teria sido implantada, “a graça” conquistada por seu filho através de sua morte em uma cruz.
Isso me incomodava muito, pois o Deus Criador de todas as coisas, era o Deus dos Judeus, que os escolheu para ser seu povo, “ao menos era o que encontramos quando lemos as escrituras sagradas”, e não o católico ou o evangélico ou o muçulmano, ou o Budista ou outro qualquer, mas eles nos diziam que os Judeus perderam esse direito por ter abandonado a vontade do Criador, e matado seu filho.
Outra coisa intrigante, era o nome, pois sendo Judeu, como poderia se chamar Jesus, um nome Grego, inclusive, nem existia a letra J, não creio que esse Deus imutável, onipresente, onisciente, onipotente, zeloso, que não divide sua glória com nenhum outro, que garante ser o único Deus sobre a face da terra, o alfa e o ômega, o princípio e o fim, pois creio que se um dia ele decidiu dividir essa glória com um filho, ele seria como ele, ou seja Deus, e ai sua palavra de que não divide sua glória com ninguém seria anulada, e não bate com a realidade.
Pois não creio que um ser meio espírito e meio carne, possa ser um Deus, até mesmo que isso é impossível, pois a palavra diz que carne e sangue não entrarão no reino de Deus, mas diz que herdaremos a terra, afinal herdaremos a terra ou o céu? Para justificar essa incoerência, diziam que o corpo seria transformado em um corpo incorruptível, um corpo que teria a capacidade de ser terrestre e celeste ao mesmo tempo, compreensivo para um homem transformado, mas não para um Deus, não dava pra entender.
Outra coisa que nunca consegui aceitar, era a forma como esse Messias nasceu, de uma virgem que estava comprometida com um homem de bem, um carpinteiro, que era uma profissão top da época, e que fora engravidada pelo espírito de Deus, pensa comigo, será que Deus se prestaria a uma coisa dessas, afinal José estava fazendo planos para um futuro com Maria.
Se Deus tinha isso como propósito, porque não escolheu uma virgem descomprometida, e que nunca se casaria, afinal não prejudicaria ninguém, e não ficaria mal falada, e não burlaria a lei, será que não veem que tudo isso é um absurdo e que Deus não se prestaria a esse papel, pois se não foi José quem a engravidou, ele foi traído, e ela deveria ser apedrejada.
E tem mais, depois de ter nascido esse tal filho, ela teve muitos outros filhos de acordo com a Bíblia, ou seja, porque a chamam de virgem Maria se deixou de ser, e tem mais um detalhe, os gregos já tinham seus deuses que foram nascidos de mulheres com deuses, será que Deus aceitaria copiar uma ideia já conhecida por muitos.
Pensem nisso!
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